
RP no Mundial
J.F.Pimenta

DOUTOR BOLICHE Médico Eduardo Issa
disputa mundial na Ásia
O médico ribeirão-pretano Eduardo Issa disputa, desde ontem, o Campeonato Mundial Masculino de Boliche, organizado pela Associação Mundial de Boliche, que está sendo realizado na Tailândia.
O popular “doutor boliche”, já que é médico, é um dos seis representantes do Brasil no torneio internacional.
Eduardo Issa conseguiu uma vaga na seleção brasileiro da modalidade pois ocupa a sexta colocação do ranking brasileiro.
“Já estive na primeira colocação do ranking e já conquistou o Campeonato Paulista. Neste ano caí um pouco, mas mesmo assim consegui a vaga”, disse o atleta, que é o terceiro do ranking paulista.
Porém, mesmo fazendo parte do seleto grupo que foi convocado, a participação no Mundial da categoria não é fácil. A Confederação Brasileira de Boliche
(CBBOLl) não disponibilizou recursos para que os atletas brasileiros participasse da competição.
“Tudo está sendo arcado pelos atletas. São cerca de R$ 7 mil para cada jogador. Só participamos da competição por amor ao esporte mesmo”, disse o médico.
O jogador ainda falou sobre as dificuldades de se praticar o esporte no país. “A realidade é dura. Na Finlândia, se a seleção conseguir medalha, cada jogador vai receber US$ 30 mil. Os europeus e os americanos investem mais no esporte”, disse
Issa, ressaltando que no Brasil o boliche só é visto como esporte para os praticantes.
Preparação
O doutor boliche também afirmou que está um pouco em desvantagem em relação aos demais brasileiros.
“A maioria dos atletas do Brasil são donos de boliche. Por isso, eles conseguem treinar por mais tempo. Eu tenho uma agenda apertada, entre
cirurgias e consultas, e fica mais complicado. Só ficar 15 dias longe do consultório já me preocupa”, disse
Issa, se referindo ao tempo que ficará na Tailândia.
Em Ribeirão, Issa intensificou os treinos nas semanas que antecedia a disputa. Porém, o brasileiro disse que espera os treinos na Tailândia para pegar um
ritmo melhor. “Na Tailândia vamos treinar juntos no local das provas. Isso pode ser importante para uma boa participação do Brasil”, disse Eduardo
Issa.
JEAN VICENTE
Extraído
da edição online do Jornal A CIDADE
Seção Esportes de Quinta-Feira, 21 de Agosto 2008 - 23h13